Primeira partida da Liga dos Campeões entre Real Madrid e City em 2012 - momentos-chave e final lendário

A partida entre Real Madrid e City em 2012 raramente é lembrada, mas em vão. Mourinho comemorou um gol deslizando de joelhos, Yaya Touré escapou de Pepe e dois jogadores depois foram parar no Zenit. Agora o confronto é um clássico da Liga dos Campeões, mas naquela época era apenas o começo da história. A atmosfera no Bernabéu estava fora de série, as emoções estavam à flor da pele e o final foi alucinante. As reviravoltas do Real Madrid se tornaram uma marca registrada do clube, mas a primeira partida contra o City provou isso há dez anos. É hora de lembrar como tudo começou!
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José vs Mancini: o primeiro grande jogo do Real Madrid e do City na Liga dos Campeões
O início da temporada 2012/2013 não foi fácil para o Real. O time de José Mourinho venceu a Supercopa da Espanha, derrotando o Barcelona nos gols fora de casa (2-3, 2-1), mas La Liga começou a sofrer. Após quatro rodadas, o time de Madrid estava na 13ª colocação, tendo conquistado apenas quatro pontos. O Real Madrid perdeu três jogos fora de casa, incluindo uma derrota por 1 a 2 para o Getafe. A imprensa discutiu o fraco desempenho do time, e Mourinho buscava soluções antes do início da Liga dos Campeões. O Manchester City abordou o torneio mais confiante.
O time de Roberto Mancini venceu a FA Community Shield, derrotando o Chelsea por 3 a 2, e conquistou oito pontos nas quatro primeiras rodadas da Premier League. Os Citizens estavam em quarto lugar, dois pontos atrás do líder. Na última rodada antes da viagem a Madri, o City empatou com o Stoke City (1:1), e alguns dias depois enfrentou o Arsenal.

- Jogo de 2012 – o início do grande confronto entre Real Madrid e City na Liga dos Campeões.
- Início da temporada - A crise do Real Madrid, a confiança do City após vencer a Supercopa.
- Curso do jogo – uma luta, uma troca de gols, o gol decisivo de Ronaldo aos 90 minutos.
- Emoções da partida – Mourinho comemora de joelhos, os fãs ficam encantados.
- Resultado - a demissão de José, mudanças no Real, o declínio do City.
- Os destinos dos jogadores - Ronaldo, Di Maria, Modric continuam no jogo, Alonso virou treinador.
- Legado da partida – As reviravoltas do Real Madrid se tornaram lendárias, e o duelo com o City se tornou um clássico.
Mourinho tomou algumas decisões surpreendentes antes do jogo. Sergio Ramos permaneceu no banco, e sua vaga no time titular foi ocupada por Raphael Varane, que não havia atuado em campo antes desta temporada. Michael Essien, uma nova contratação que chegou por empréstimo do Chelsea há apenas duas semanas, se juntou ao time titular. O City também teve algumas surpresas: Mancini deu uma vaga de titular para Matija Nastasic, de 19 anos.
O Real Madrid começou a partida ativamente, controlou a bola e criou chances. Gonzalo Higuaín se viu em duas posições de pontuação, mas não conseguiu converter suas chances. Cristiano Ronaldo disparou um chute perigoso no canto mais distante, mas Joe Hart defendeu para o City. O clube inglês respondeu com contra-ataques e fez uma defesa compacta. O City abriu o placar aos 68 minutos. Yaya Touré avançou pelo centro, deixou Pepe para trás e deu um passe preciso para Edin Dzeko. O bósnio chutou no canto, mas Casillas não teve tempo de reagir. Assim começou o final dramático da partida no Bernabéu.
A grandeza do Real Madrid - Uma volta que fez história
Quando o Madrid se encontra numa situação difícil, não perde a calma. Esta noite não foi exceção. Apenas sete minutos se passaram desde que o gol foi sofrido, e Marcelo conseguiu o que queria – ainda que não sem um ricochete, mas a bola acabou no gol. Os fãs comemoraram, mas a alegria não durou muito.
Aos 85 minutos, Aleksandar Kolarov decidiu dar um chute que não pareceu perigoso. No entanto, a bola mudou de trajetória, confundiu Casillas e foi parar no canto mais distante. Xabi Alonso tentou consertar a situação, mas só aumentou o caos. Parecia que tudo estava decidido. Mas essas partidas raramente terminam de forma previsível.

87º minuto - Karim Benzema, recém-chegado ao campo, faz o que sabe fazer de melhor. Um golpe preciso no canto - e o placar está empatado novamente! E já no minuto 90, Cristiano Ronaldo põe fim a essa atuação. O chute parece fácil, mas Vincent Kompany de repente se abaixa e a bola voa por baixo da mão de Hart. Meta! José Mourinho, incapaz de conter suas emoções, corre em direção ao campo e corre pela linha lateral de joelhos. Este momento ficará na história.
Após a partida, o treinador falou como sempre: “Eu sei o que você ia escrever. Higuaín não consegue marcar novamente, Marcelo perde para Coentrão... Bem, você não teve sorte com as manchetes hoje."
O Real Madrid provou mais uma vez que não pode ser descartado. Até o apito final soar, a luta continua. É por isso que o Madrid faz história repetidamente.
Como os destinos dos jogadores do Real e do City se desenrolaram após a lendária partida
Foi uma temporada decepcionante para o Manchester City. O time não conseguiu vencer nenhum jogo na fase de grupos, com três empates e três derrotas, o que o levou ao último lugar. Mas o Real Madrid chegou às semifinais da Liga dos Campeões, mas perdeu para o Borussia Dortmund (1:4, 2:0). Este ano foi um verdadeiro teste para José Mourinho, como ele mesmo admitiu após a derrota na final da Copa da Espanha para o Atlético (1:2). Conflitos constantes com a imprensa, relações tensas com Casillas, Ramos e até Ronaldo criaram um clima difícil na equipe. Como resultado, no verão de 2013, a diretoria do clube decidiu se separar do português, que retornou ao Chelsea, abrindo um novo capítulo em sua carreira de treinador.
Anos depois, poucos jogadores daquele time do Real Madrid ainda estão no grande futebol. Cristiano Ronaldo e Angel Di Maria continuam encantando os fãs com suas jogadas. Marcelo se aposentou recentemente e Pepe pendurou as chuteiras no final da temporada passada. Entre os suplentes para essa partida, destacam-se Ramos, Luka Modric e Karim Benzema. Ramos retornou ao seu país natal, Sevilla, Benzema partiu para um novo desafio na Arábia Saudita, e Modric continua leal ao Real e continua lutando por uma vaga no time titular. Após encerrar a carreira, Xabi Alonso se viu na carreira de treinador. Sob sua liderança, o Bayer não apenas se tornou campeão alemão, mas também conquistou a copa nacional, e o próprio Alonso está sendo cada vez mais chamado de futuro treinador do clube de Madri.

Quanto ao City, o destino dos jogadores foi diferente. O único jogador titular daquela partida que ainda joga em nível profissional é Matija Nastasic, do Leganes. Vincent Kompany, um dos símbolos daquela equipe, inesperadamente para muitos assumiu o comando do Bayern, embora tivesse passado recentemente pelo Burnley, que não conseguiu se manter na Premier League. Carlos Tevez tentou a carreira de treinador no Independiente, mas agora está sem clube. Javi Garcia, que já defendeu as cores do Zenit, trabalhou na comissão técnica do Benfica. Yaya Touré agora faz parte da comissão técnica da Arábia Saudita, enquanto Joleon Lescott ocupou cargo semelhante na Inglaterra.
Não menos curiosa é a história de Jack Rodwell. Aos 33 anos, ele ainda não anunciou oficialmente sua aposentadoria, mas jogou pela última vez pelo time australiano Sydney. No entanto, o exemplo mais marcante de resiliência continua sendo Edin Dzeko. Aos 38 anos, ele continua marcando, já com 12 gols pelo Fenerbahçe nesta temporada. Além disso, ele joga sob a liderança de... José Mourinho. O futebol reuniu antigos rivais novamente, mas em um status diferente.
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