LA28 será a primeira Olimpíada a vender direitos de nomeação para locais
Ainda faltam alguns anos para as Olimpíadas de Los Angeles, mas a cidade já respira fundo. Aqui, eles pensam não apenas em arenas esportivas e calendários de torneios, mas também em como tornar os Jogos especiais. E aqui estão os primeiros passos que estão quebrando regras antigas e abrindo uma nova página na história olímpica.

O Comitê Organizador de Los Angeles decidiu fazer uma experiência ousada: vender os direitos sobre os nomes de arenas e estádios. Para o mundo rigoroso das Olimpíadas, isso é quase uma revolução – afinal, por muitas décadas, as arenas foram consideradas sagradas, sem qualquer marca. Mas em Los Angeles, eles seguiram um caminho mais próximo da cultura americana: se os fãs já estão acostumados com nomes como Crypto.com Arena, por que não torná-la parte das Olimpíadas?
Os primeiros acordos já foram fechados. Honda se tornará o "nome" da arena em Anaheim, onde os espectadores assistirão à intensa luta dos jogadores de vôlei. E a Comcast dará nome a uma quadra de squash temporária. Para alguns, isso é negócio, para outros, marketing, mas para atletas e fãs, esses nomes são apenas um pano de fundo sobre o qual as emoções nascerão: a alegria das vitórias, a amargura das derrotas e milhares de histórias que serão lembradas por toda a vida.
O presidente do Comitê Organizador da LA28, Casey Wasserman, não esconde que Los Angeles terá dificuldades para sobreviver sem essas medidas. Ao contrário de outros países, as Olimpíadas dos EUA não contam com o apoio do governo, e a cidade precisa encontrar o dinheiro sozinha. "Somos uma empresa privada e temos a responsabilidade de sediar estes Jogos", afirma. "Meu trabalho é promover as Olimpíadas. Às vezes é difícil, mas não temos outra opção."
Wasserman admite que frequentemente explica uma verdade simples aos membros do COI: os nomes das arenas nos Estados Unidos há muito deixaram de ser apenas comerciais. Tornaram-se parte da linguagem cotidiana. Para os fãs de basquete, "Crypto" não é um logotipo na parede, mas um lugar onde as paixões estão à flor da pele, onde os Lakers proporcionam partidas inesquecíveis. É lá que, em poucos anos, as competições olímpicas de ginástica e boxe serão realizadas – e talvez novas lendas nasçam.
Essas decisões são mais do que negócios. São uma tentativa de Los Angeles de dar às Olimpíadas sua própria cara, seu próprio estilo, sua própria alma. Para garantir que os Jogos de 2028 não sejam apenas um número no calendário, mas uma história viva, onde marcas e arenas sejam apenas um palco, e o personagem principal permaneça sempre o mesmo: a pessoa, sua paixão e seu sonho.
Estádios Olímpicos de Los Angeles 2028: História, Símbolos e Novas Arenas
Em Los Angeles, todos se preparam para grandes eventos: a cidade se prepara para sediar as Olimpíadas de 2028. Em resumo, não se trata apenas de recordes esportivos, mas também de como Los Angeles mostrará ao mundo seu caráter. A cidade poderá construir e usar até 19 arenas temporárias, e cada uma delas fará parte desta grande celebração. A primeira palavra nas negociações caberá aos principais patrocinadores do COI, pois eles tradicionalmente definem o tom dos acordos de parceria.
O chefe do comitê organizador, Casey Wasserman, fala duramente, mas vai direto ao ponto:
— "Se não chegarmos a um acordo com a SoFi ou a Intuit, não haverá outras marcas lá. As Olimpíadas não são sobre mudar placas, são sobre história e símbolos."
E essas palavras transmitem não apenas uma abordagem profissional, mas também respeito pela cidade, sua cultura e seus torcedores. Para os moradores de Los Angeles, o SoFi Stadium não é apenas uma arena, mas um lugar de emoções onde os sonhos se tornam realidade.

Os marcos icônicos da cidade — o LA Coliseum, o Rose Bowl e o Dodger Stadium — estão completamente fora do novo acordo. E com razão: qualquer pessoa que já tenha visto um Rose Bowl lotado em um jogo ou o Dodger Stadium ao pôr do sol na Califórnia sabe que tocar nesses símbolos significa tirar um pedaço da alma da cidade. O COI permanece firme em seu princípio: nenhuma publicidade no campo de jogo.
E é verdade: a arena não é só concreto, metal e poltronas frias. É um lugar onde os sonhos nascem. Lá, um menino com o rosto pintado nas cores da bandeira gritará até ficar rouco, apoiando seu atleta favorito. Lá, um casal de idosos dará as mãos, lembrando-se de como viram as Olimpíadas de 84. Haverá abraços, lágrimas e risos — e tudo isso será mais importante do que qualquer logotipo. Porque as Olimpíadas não pertencem às marcas, mas às pessoas. Para Los Angeles, as Olimpíadas de 2028 não são uma seca "organização de competições". São um feriado para toda a cidade. Imagine uma noite: o sol está se pondo, as ruas estão iluminadas com guirlandas, músicos estão tocando na esquina e milhares de pessoas estão caminhando em direção ao estádio. O ar cheira a comida de rua, bandeiras estão em suas mãos e há a expectativa de um milagre em seus rostos. E esse sentimento de unidade não pode ser comprado ou vendido — ele vive apenas nos corações.
Paris foi a vencedora, mas Los Angeles não saiu de mãos vazias: 2028 lhe foi confiada. Foi um raro acordo, em que uma derrota se transformou em vitória. A cidade teve tempo para pensar em tudo, até o último detalhe, e agora tem a chance de surpreender o mundo pela segunda vez. E já está surpreendendo. Beisebol e softball estão de volta ao programa, e com eles um novo elemento, quase ousado: o futebol americano de bandeira. Para alguns, é apenas mais um esporte, mas para os moradores de Los Angeles, faz parte da cultura, do cheiro de churrasco nas arquibancadas e da emoção do jogo sob o céu noturno. Parece americano, mas, ao mesmo tempo, está aberto a qualquer país que queira experimentar esse estilo de jogo.
Los Angeles conseguiu, do nada, mostrar a todos o seu lugar. Em 1984, as Olimpíadas atingiram o auge do esporte. Milhões de espectadores viram pela primeira vez que as competições não podiam ser apenas sobre segundos e centímetros, mas também sobre um espetáculo, alegria e esperança. Desde então, a palavra "Los Angeles" soa como um símbolo de celebração.
E a disputa pelos Jogos em si parecia saída de um filme. Em 2017, a cidade competiu com Paris pelo direito de sediar as Olimpíadas de 2024. Paris venceu, mas Los Angeles não se deixou abater.
O calendário de competições também não será ignorado. Os organizadores prometem uma mudança ousada: o atletismo será transferido para a primeira semana dos Jogos, e a natação ficará para a final. Essa mudança dará às Olimpíadas uma dinâmica especial: os espectadores verão a largada com fortes emoções na corrida e a chegada com um clímax na piscina.
O próprio Wasserman fala sobre isso com paixão e confiança:
"Não podemos nos dar ao luxo de desistir. Não temos essa opção. Trabalhamos, convencemos e buscamos soluções, porque é assim que nascem projetos fortes", disse ele.
Suas palavras transmitem a energia da cidade: Los Angeles não está apenas sediando as Olimpíadas, ela está mais uma vez definindo as regras.
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